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Nascido em Minas Gerais, Zélio Alves Pinto aos 18 anos já era chargista do jornal Binômio,
apresentador da TV Itacolomy, ilustrador e redator da agência Grant
Advertising, programador visual e repórter do jornal Estado de Minas.
Aos 21 anos, depois de trabalhar na revista O Cruzeiro, partiu para
Paris para estudar jornalismo, colaborando com diversos jornais europeus
e fazendo sua primeira exposição individual naquela cidade
.
É difícil encontrar algum fato ou atividade importante na história do
Humor Gráfico brasileiro desde os anos 60 do Século XX onde sua presença
não se faça sentir, expandindo suas atividades para o cinema de animação
(1967), implantando projetos gráficos em importantes jornais (Folha de
São Paulo e Gazeta Mercantil entre outros), criando publicações
(Urubu, Bossa & Balanço, Mundo Econômico, Palavra), salões de
humor - é criador do Salão Mackenzie de Humor em 1972, do Salão
Internacional de Humor de Piracicaba em 73 e do Salão de Vitória em
2000 - peças teatrais como “Um morto no pé da cama” e livros de
contos como “O homem dentro do poste”.
Seus trabalhos já foram publicados como capa de importantes revistas
internacionais como Graphis (Suíça), Lui (França), Punch (Inglaterra)
e Stern (Alemanha) e realizou exposições individuais que vão desde a
Biblioteca Real da Bélgica passando por galerias como a Zone e a
Dayensen de Nova Iorque, até ao MASP de São Paulo.
No campo da Cultura, foi o primeiro diretor do Departamento de Museus e Arquivos da
Secretaria de Estado de Cultura de São Paulo, criando o Sistema
Estadual de Museus, reformando a Pinacoteca do Estado e ocupando, anos
depois, o cargo de Secretário Adjunto de Cultura do Estado de São
Paulo.
Um dos participantes da criação do semanário O Pasquim no final dos
anos 60, Zélio desenvolveu o projeto gráfico, criou e edita o jornal O
Pasquim21, o único semanário humorístico de circulação nacional no
país.
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